Corpo Clínico

Dra. Luciane R. Perez Silveira

Dra. Luciane R. Perez Silveira

CRM-SC: 19035
RQE: 14898 NEUROLOGIA

  • Graduada em Medicina pela Universidade Federal de Pelotas.
  • Residência Médica em Neurologia no Hospital Governador Celso Ramos – Florianópolis – SC.
  • Pós-graduação em Neurointensivismo no Hospital Sírio Libanês – SP.
  • Especialização em Distúrbios do Movimento e Estimulação Cerebral Profunda no Hospital de Clínicas de Porto Alegre – RS.


Post: 19 de junho de 2019

Espasticidade e reabilitação

Pessoas que passaram por AVC, lesão cerebral, medular ou esclerose múltipla podem desenvolver uma alteração na contração muscular: a espasticidade. Essa condição se confunde com rigidez e pode gerar dificuldades na realização das atividades mais simples do dia a dia.

A espasticidade reduz e limita a amplitude de certos movimentos das articulações o que pode prejudicar a locomoção, a alimentação, os cuidados com a higiene, a transferência de objetos, por exemplo. Pode também desencadear dores no paciente.

Por outro lado, alguns estudos indicam que a espasticidade, pelo fato de aumentar o tônus muscular traz o aspecto de ajudar a manter a postura da pessoa e facilitar trocas de decúbito, ou seja, se virar enquanto deitada.

Daí, a importância do acompanhamento clínico da pessoa com espasticidade. É necessário acompanhar o quadro e não eliminá-lo completamente.

A palavra portanto é reabilitação. O tratamento da espasticidade é multifatorial, uma vez que aborda diversos aspectos. Dependendo da magnitude podem ser aplicadas entre outras medidas:

uso de medicamentos toxina botulínica cirurgia treino funcional terapia ocupacional fisioterapia para manter a amplitude do movimento uso de órteses evitar roupas inadequadas e frio

No caso da rigidez muscular, presente em pessoas com doença de Parkinson, por exemplo, os movimentos de forma geral são lentos, dando a impressão de que a pessoa está “paralisada”. Há grande dificuldade em iniciar um movimento, seja o levantar da cadeira ou começar a caminhar. Vamos abordar este tema em um novo post.

Ficou alguma dúvida? Escreva para nossa equipe ou agende uma consulta com nossos profissionais.


Post: 17 de maio de 2019

3 é demais: Dor de cabeça

Uma das maiores queixas nos consultórios médicos está relacionada a dores de cabeça, como a enxaqueca. O assunto é tão sério que o problema tem até data especial no calendário da saúde. Dia 19 de maio é o dia mundial de combate à cefaleia.

A data é importante para chamar a atenção sobre a dor de cabeça. Muitas pessoas sofrem com o problema e não buscam orientação médica.

Este ano, a Sociedade Brasileira de Cefaleia, criou o tema “3 é demais”, para informar as pessoas que três ou mais crises de dor de cabeça por mês são, sim, caso para procurar um especialista.

Há estudos de que pacientes que sofrem com cefaleias recorrentes demoram entre cinco e 10 anos para buscar tratamento. Estresse, insônia, TPM, alimentação. Muitas são as justificativas para a dor.

Há vários tipos de dores de cabeça, que vão das mais leves e rápidas até a enxaqueca crônica. Independentemente da possível causa, é o médico quem irá ajudar a diagnosticar e tratar o problema.

Não sofra, procure um médico de sua confiança.


Post: 26 de março de 2019

Purple Day marca o dia Mundial da Epilepsia

Epilepsia é uma das doenças mais antigas de que se tem notícia na história da Humanidade. Mesmo assim, o problema ainda é cercado de mitos, preconceitos e falta de informação. Para trazer luz a esse tema, instituiu-se no dia 26 de março, o Dia Mundial da Epilepsia.

A data foi idealizada em 2008 pela canadense Cassidy Megan, na época com apenas nove anos de idade. Ela escolheu a cor roxa como símbolo da campanha, por ser uma cor associada à solidão, um sentimento comum entre os portadores da epilepsia.

No Brasil, a data é lembrada desde o ano de 2012. Nas principais cidades do país acontecem ações que visam conscientizar as pessoas a respeito da epilepsia e diminuir o preconceito e estigma.

O que é epilepsia?

É uma alteração temporária e reversível do funcionamento do cérebro, que não tenha sido causada por febre, drogas ou distúrbios metabólicos.

As  crises podem ser parciais ou generalizadas. Isto faz com que algumas pessoas tenham sintomas mais ou menos evidentes, o que não diminiui a complexidade de cada episódio.

Crises

Crises de ausência: a pessoa apenas apresenta-se “desligada” por alguns instantes.- Crises parciais simples: o paciente experimenta sensações estranhas, como distorções de percepção ou movimentos descontrolados de uma parte do corpo. Pode sentir um medo repentino, um desconforto no estômago, ver ou ouvir de maneira diferente.

- Crise parcial complexa: acontece quando há perda de consciência. Depois do episódio, enquanto se recupera, a pessoa pode sentir-se confusa e ter déficits de memória.

- Crises tônico-clônicas: o paciente primeiro perde a consciência e cai, ficando com o corpo rígido; depois, as extremidades do corpo tremem e contraem-se.

Existem, ainda, vários outros tipos de crises. Quando elas duram mais de 30 minutos sem que a pessoa recupere a consciência, são perigosas, podendo prejudicar as funções cerebrais.

Causas

Muitas vezes, a causa é desconhecida, mas pode ter origem em ferimentos sofridos na cabeça, recentemente ou não. Traumas na hora do parto, abusos de álcool e drogas, tumores e outras doenças neurológicas.

Diagnóstico

Exames como eletroencefalograma (EEG) e neuroimagem são ferramentas que auxiliam no diagnóstico. O histórico clínico do paciente é muito importante.

Se o paciente não se lembra das crises, a pessoa que as presencia torna-se uma testemunha útil na investigação do tipo de epilepsia em questão e, na busca do tratamento adequado.

Cura

Em geral, se a pessoa passa anos sem ter crises e sem medicação, pode ser considerada curada. O principal é procurar auxílio o quanto antes. As drogas antiepilépticas são eficazes na maioria dos casos.

Outros Tratamentos

Existe uma dieta especial, hipercalórica, rica em lipídios, que é utilizada geralmente em crianças e deve ser muito bem orientada por um profissional competente. Em determinados casos, a cirurgia é uma alternativa.

Recomendações

Não ingerir bebidas alcoólicas, não passar noites em claro, ter uma dieta balanceada, evitar uma vida estressada demais.

Se a crise durar menos de 5 minutos e você souber que a pessoa é epiléptica, não é necessário chamar um médico. Acomode-a, afrouxe suas roupas (gravatas, botões apertados), coloque um travesseiro sob sua cabeça e espere o episódio passar.

Mulheres grávidas e diabéticos merecem maiores cuidados. Depois da crise, lembre-se que a pessoa pode ficar confusa: acalme-a ou leve-a para casa.

Com informações: Liga Brasileira de Epilepsia.
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